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Indústria gaúcha volta encolher e acende alerta no setor





02/07/2026

A produção industrial do Rio Grande do Sul apresentou, em maio, o segundo resultado negativo consecutivo, alcançando 45,8 pontos. Apesar disso, as expectativas de demanda para os próximos seis meses voltaram ao terreno otimista, avançando 2,3 pontos e chegando a 51,3 pontos. Os resultados foram divulgados em pesquisa do Sistema FIERGS.


De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desempenho é reflexo direto dos cenários doméstico e internacional.


"A indústria gaúcha segue enfrentando um ambiente desafiador, marcado por juros elevados, incertezas econômicas e um cenário internacional mais complexo. Esses fatores impactam a atividade no curto prazo. Por outro lado, a melhora das expectativas de demanda para os próximos meses mostra que os empresários ainda vislumbram oportunidades de recuperação e crescimento, desde que haja condições mais favoráveis para investir e produzir."


Conforme a pesquisa, o índice de número de empregados também caiu 0,6 ponto em maio, marcando 48,4 pontos, indicando queda persistente em relação ao mês anterior, já que o indicador está há doze meses abaixo da linha de 50 pontos.


A indústria gaúcha operou com 67% da sua capacidade instalada no mês, resultado dois pontos percentuais inferior ao registrado em abril. O índice de utilização da capacidade instalada (UCI) em relação ao usual recuou para 39,9 pontos, indicando maior disseminação de ociosidade na indústria.


O índice de evolução dos estoques de produtos finais permaneceu em 51,5 pontos em maio, repetindo o resultado de abril. Já o índice de estoques em relação ao planejado atingiu 53,1 pontos, revelando uma ampliação do excesso de estoques.
As expectativas de demanda voltaram ao terreno otimista em junho, avançando 2,3 pontos, para 51,3 pontos. Os indicadores de exportações (48,3 pontos), emprego (49,8 pontos) e compras de matérias-primas (49 pontos) seguem abaixo da linha dos 50 pontos, sinalizando um pessimismo moderado para esses indicadores.


O índice de intenção de investir recuou 1,9 ponto em junho, passando de 55,3 para 53,4 pontos. Apesar da queda, o indicador permaneceu acima da média histórica de 52,1 pontos. Em junho, 57,5% dos industriais manifestaram intenção de realizar investimentos nos próximos seis meses.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho com 139 empresas, sendo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes.