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Dom Cleonir relata ao Bagé Agora experiência direto de Moçambique





18/09/2026


A convivência com a população, as celebrações religiosas e o contato com uma realidade marcada pela pobreza e pela falta de oportunidades estão entre as experiências vividas pelo bispo de Bagé, Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco, durante sua visita missionária a Moçambique. Ele está no país para acompanhar os missionários do Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e conhecer de perto a realidade local.


A viagem começou por Maputo, capital de Moçambique, e seguiu para a região de Nampula, onde a Igreja do Rio Grande do Sul participa de um projeto missionário mantido há 33 anos. Durante a passagem pela região, Dom Cleonir tem participado de celebrações, convivido com as comunidades e conversado com missionários e lideranças locais.


O bispo descreve a população que encontrou como muito religiosa e participativa. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cotidiano, ele chama atenção para a forma como as pessoas recebem os visitantes.


“O povo é muito vibrante, muito religioso. É uma região bonita de celebrar, apesar de todas as dificuldades que o povo enfrenta”, disse.


Entre os aspectos que mais chamaram sua atenção estão a pobreza e a falta de oportunidades, principalmente para os jovens. A realidade observada também mostra a importância do trabalho desenvolvido pela missão, que atua não apenas na evangelização, mas também em ações voltadas às crianças, aos jovens e à educação.


Ao mesmo tempo em que percebe as dificuldades, Dom Cleonir enaltece  a acolhida recebida durante os encontros com as comunidades.


“É um povo muito acolhedor, um povo muito querido, nos acolhe assim com muita alegria, com um espírito bem familiar”, pontuou.


Uma experiência de convivência


Mais do que acompanhar o trabalho dos missionários, a visita tem permitido ao bispo participar do cotidiano das comunidades. Ele também esteve reunido com o arcebispo de Nampula, Dom Inácio, e mantém contato com os missionários que atuam na região.


Para Dom Cleonir, essa convivência é uma oportunidade de ouvir quem está diretamente envolvido na missão e também compreender melhor os desafios enfrentados no local.


“Está sendo uma ótima oportunidade de convivência, de partilha, de planejamento, de organização da missão aqui em Moçambique”, afirma.


A experiência também leva o bispo a refletir sobre a continuidade do trabalho realizado pelo Rio Grande do Sul. Segundo ele, os encontros durante a visita servem para avaliar o momento atual da missão e pensar seus próximos passos.


A permanência em Moçambique deve durar cerca de 10 dias. Nesse período, Dom Cleonir pretende seguir acompanhando os missionários e conhecer a realidade das comunidades atendidas pelo projeto.


“É um momento bonito, mas também desafiador”, resume o bispo.