A Invernada Mirim do Grupo de Artes Nativas Campo Aberto, de Bagé, lançou o projeto “Adote um Dançarino” com o objetivo de arrecadar recursos para confeccionar a nova indumentária dos integrantes para a temporada 2026. A iniciativa busca mobilizar empresas, comerciantes e apoiadores da cultura gaúcha para auxiliar os 26 integrantes da categoria mirim.
De acordo com a coordenadora da Invernada Mirim, Patrícia Oliveira Machado, o custo da indumentária completa é de aproximadamente R$ 520 por dançarino, totalizando cerca de R$ 13 mil para atender todo o grupo.
Patrícia explica que o CTG promove constantemente ações para manter as atividades das invernadas ativas, como bingos, jantar-baile, venda de lanches e outros eventos beneficentes. Atualmente, o Campo Aberto conta com quatro categorias em atividade: pré-mirim, mirim, juvenil e veterana, além da categoria adulta que está sendo reorganizada.
Segundo ela, os custos mensais para manter as invernadas são elevados. Entre as despesas estão pagamentos de instrutores, contratação de profissionais de fora para preparação técnica, além de despesas com rodeios, apresentações, conjunto vocal, inscrições e deslocamentos.
“Se os pais precisassem arcar sozinhos com todos os custos, muitas crianças não conseguiriam participar. Nosso objetivo é garantir que todos tenham os mesmos direitos, a mesma pilcha e possam representar nossa cultura com dignidade”, disse.
A coordenadora ressalta ainda que o projeto surgiu como uma alternativa para aliviar as despesas das famílias e ampliar a participação da comunidade no incentivo à cultura tradicionalista.
“Hoje tudo está muito caro, tanto para as famílias quanto para o comércio. Então buscamos novas formas de manter as crianças dentro da cultura, aprendendo disciplina, respeito e amor pelas raízes”, afirmou.
O projeto “Adote um Dançarino” permite que empresas ou apoiadores contribuam adotando um integrante, com o valor integral da indumentária, apoiando mais de um dançarino ou realizando contribuições parciais. Como contrapartida, os patrocinadores terão divulgação da marca em banners, redes sociais, camisetas oficiais e reconhecimento nos eventos promovidos pela entidade.
Além do incentivo à cultura gaúcha, Patrícia destaca o impacto social da iniciativa. “Quando alguém apoia uma criança da invernada, está investindo diretamente no desenvolvimento social, artístico e cultural dela”, pontuou.
Interessados em apoiar o projeto podem entrar em contato com Patrícia Oliveira Machado pelo telefone (53) 98443-7567.b