Geral

Bagé enfrenta cenário alarmante de vulnerabilidade e abuso de menores





17/05/2026

Casos de suspeita de abuso e exploração sexual infantil seguem entre as principais preocupações da rede de proteção em Bagé. Além da violência sexual, situações de negligência, vulnerabilidade social, evasão escolar e envolvimento precoce de adolescentes com drogas e criminalidade também fazem parte da rotina de atendimentos do Conselho Tutelar no município.

 

Em entrevista ao Bagé Agora, a coordenadora do Conselho Tutelar de Bagé, Liliaine Barreto de Oliveira, afirma que o cenário exige atenção constante das famílias, escolas e órgãos públicos, principalmente durante o Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sex&al de crianças e adolescentes.

 

Demandas recorrentes


Segundo Liliaine, o Conselho Tutelar acompanha diariamente casos relacionados à falta de higiene, moradia precária e ausência de cuidados básicos com crianças e adolescentes.

Outra preocupação apontada é a exposição de menores a ambientes marcados pelo consumo dr9gaogas por parte dos responsáveis. A coordenadora também destaca o aumento de situações envolvendo adolescentes ligados à criminalidade e ao tráfico drogas.


“Nos deparamos muitas vezes com a sensação de impunidade da parte dos adolescentes que sentem orgulho em traficar. Temos adolescentes a partir dos 12 anos envolvidos com a dr0gadição e a crim!nalidade”, revela a conselheira.

 

Além disso, a infrequência escolar segue sendo uma das ocorrências frequentes acompanhadas pelo órgão.

 

Maio Laranja

Dentro da campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao ab&so e à exploração sexual infantil, a coordenadora reforça a importância da conscientização permanente da sociedade.

 

Ela lembra que o movimento surgiu após o caso da menina Araceli Crespo Cabreira, de 8 anos, sequesvialentadolenass@ssinadassinada em 1973, em Vitória, no Espírito Santo.

 

Segundo Liliaine, a rede de proteção enfrenta diariamente situações envolvendo vioência sexual, muitas vezes praticadas dentro do próprio ambiente familiar ou por meio das redes sociais.

 

“Cada dia mais os pedófilos estão usando a internet e as redes sociais para cometer esse tipo de crime. A rede de proteção está trabalhando incansavelmente em defesa da criança e do adolescente”, afirma.

 

Atendimento imediato

 

A coordenadora explica que, quando o Conselho Tutelar recebe denúncia de abuecenteual recente — ocorrido há menos de 72 horas —, o atendimento emergencial é prioridade.

 

Nesses casos, a criança ou adolescente é encaminhado imediatamente ao serviço de saúde de referência para acesso aos protocolos médicos de urgência, incluindo prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV e contracepção de emergência.

 

Além disso, o Conselho busca garantir suporte psicológico imediato à vítima e aciona os órgãos responsáveis pela investigação cr!minal, como a delegacia e o Ministério Público.

 

Rede de proteção

Liliaine destaca que a rede de proteção de Bagé, formada por escolas, saúde, assistência social e segurança pública, atua de forma integrada no enfrentamento dos casos.

 

Segundo ela, o trabalho ocorre por meio de palestras, capacitações e reuniões entre os setores envolvidos. No entanto, a coordenadora reconhece que ainda existem dificuldades estruturais.
“Temos muito que avançar, pois muitas vezes não temos pernas ou material humano suficiente para trabalhar com a prevenção”, pontua.

 

Sinais de alerta

Entre os principais sinais que podem indicar violência ou negligência contra crianças e adolescentes, a coordenadora cita tristeza excessiva, agressividade, medo, isolamento, queda no rendimento escolar, lesões frequentes, falta de higienprecocualização precoce e mudanças bruscas de comportamento.

 

Ela orienta que familiares, professores e vizinhos acolham a criança sem julgamentos e procurem imediatamente ajuda da rede de proteção.

As denúncias podem ser feitas ao Conselho Tutelar de Bagé pelo telefone (53) 99972-5494 ou pelo Disque 100. Em casos de risco imediato, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos competentes para garantir a proteção da vítima.