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Médica orienta como se proteger das doenças de inverno





29/04/2026

Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam os casos de doenças respiratórias. Em entrevista, a médica Flávia Marzola explica como o frio impacta o organismo, quem está mais vulnerável e quais medidas podem ajudar na prevenção.


Efeito do frio no organismo


Segundo a médica, o frio pode prejudicar a respiração ao causar ressecamento e inflamação das vias aéreas. Isso reduz o calibre dos brônquios, aumenta a produção de muco e pode desencadear broncoespasmos, especialmente em pessoas com doenças crônicas como asma, alergias respiratórias e DPOC. A respiração pela boca também agrava o problema, já que o ar não passa pelo aquecimento natural do nariz.


Grupos de risco


De acordoncom a profissional, algumas pessoas exigem maior cuidado durante o inverno. Entre elas estão idosos, crianças pequenas (principalmente menores de dois anos), prematuros e pacientes com doenças crônicas.

Também fazem parte do grupo de risco pessoas com diabetes, problemas cardíacos, renais ou pulmonares, além de pacientes em tratamento contra o câncer ou que utilizam medicamentos imunossupressores.


Cuidados no dia a dia


Flávia votar orienta a que  evitar exposição prolongada ao frio e mudanças bruscas de temperatura é fundamental. A médica recomenda manter o nariz desobstruído, utilizar soro fisiológico, proteger boca e nariz com roupas adequadas e garantir boa hidratação — considerada essencial para o funcionamento das vias respiratórias. Ambientes devem ser aquecidos, mas também ventilados, evitando acúmulo de vírus e poeira.


Ambientes e contaminação


Locais fechados e com pouca circulação de ar favorecem a transmissão de vírus respiratórios. A proximidade entre pessoas e o contato com superfícies contaminadas aumentam o risco de infecção. A limpeza da casa, com redução de poeira e ácaros, também é uma medida importante de prevenção.


Sinais de alerta

 

Conforme Flávia, tosse persistente, secreção espessa ou com coloração amarelada ou esverdeada, presença de sangue e alterações no apetite ou comportamento, especialmente em idosos, são sinais que exigem atenção médica. A ausência de febre não descarta infecção, principalmente em adultos.


Doenças mais comuns no frio


Infecções respiratórias, como gripe e resfriado, tendem a aumentar no inverno devido à maior circulação de vírus e à permanência em ambientes fechados. Pneumonia também pode surgir como complicação, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com baixa imunidade.


Prevenção e vacinação


A principal forma de prevenção, além de hábitos saudáveis, é a vacinação. A médica reforça a importância da imunização contra a influenza, especialmente para grupos mais vulneráveis. Outras medidas incluem evitar o tabagismo, manter boa alimentação, dormir bem e higienizar as mãos com frequência.


Uso de medicamentos


O uso de antivirais, como o indicado para influenza, deve ser feito nos primeiros dias de sintomas e com orientação médica. Já infecções bacterianas, como a pneumonia, exigem tratamento específico com antibióticos. Em casos virais, o foco é o alívio dos sintomas e a hidratação.